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domingo, 18 de janeiro de 2009

Falta-me algo

Um novo ano começou e cá estou eu, com a mesma sensação de que algo está faltando. Sinto desejo, atração por algo novo, na verdade nem precisa ser novo, basta apenas me surpreender. Definir o que é? Algo impossível, pois está lá no fundo do meu íntimo, lugar onde eu não me atrevo a colocar a mão pra cutucar: vespeiro.

Tenho amigos perfeitos, tenho pais dedicados, tenho uma família que vale ouro e mesmo assim me falta algo... o que seria? Um amor? Não sei ao certo se essa seria a resposta, mas se for, estou numa enrascada. Amar quem? Não vejo algo que me atraia nas pessoas, é como se elas estivessem todas de uniforme e não existisse uma com um traje diferente. Sempre as mesmas propostas, sempre a mesma finalidade: sexo. Sexo por sexo, profissionais devem ser os melhores, não? Sei lá, tudo teoria, mas de concreto, apenas a sensação do "falta-me algo".

Mais uma vez, várias perguntas e poucas respostas. Na verdade, acho que é ao contrário: várias respostas e poucas perguntas. Estou muito equilibrado, muito "controlado" e o bom da vida, é quando algo nos faz perder o controle, pelo fato de ser surpreendente, e acima de tudo: único.
Tenho um coração,
dois olhos.

Quero sentir mais,

enxergar menos.

André Almeida

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Tempo confuso, sentimentos claros

Doenças e mais doenças... assim que minhas duas últimas semanas têm sido: passei 7 dias derrubado com dor na garganta e febre de 40 graus, depois melhorei, mas em seguida, tive uma crise de sinusite bem forte, da qual estou me recuperando.

Pode parecer maluquice de minha parte, mas tudo isso foi causado pelo tempo maluco e instável que tem feito sobre a cidade do Rio de Janeiro. Se lá em cima tudo parece bem confuso, aqui embaixo está tudo muito tranqüilo: estou de bem com a vida, preparado para enfrentar qualquer obstáculo que possa aparecer pela frente. Por que estou assim? Pela força que tenho recebido dos meus amigos e meus pais, a cada dia que passa, percebo o quanto eles são fundamentais. Pra completar, eu criei coragem e voltei a falar com a Janaina, gosto tanto dela, é a pessoa que mais me dou bem e mal na vida: somos muito parecidos, incrível. Essa sem dúvidas, sempre ocupará o posto de "best friend" mesmo se estivermos há uma galáxia de distância.

Minha adolescência tem voltado a ficar frente a frente comigo e hoje vejo o quanto as pessoas que me julgaram naquela época, eram infelizes e me invejavam: sim, nunca tive vergonha de demonstrar o que sou. É legal vermos que o caminho cheio de pedras que percorremos no passado, serviu para nos tornar alguém mais maduro e completo, sem modificiar o principal: nossa essência.Nosso passado não é uma sombra do que somos,
é um indício do que seremos.
André Almeida

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Cultivando a vida

Na sua horta está chovendo? Teoricamente falando, chove na de todo mundo. O cultivo só tem bons resultados, quando a pessoa não deixa chover demais, nem esquece de molhar a horta. Tudo é uma questão de prática e manutenção: assim é a vida.

Por que as pessoas ficam tão desesperadas atrás de uma cara metade? Quem é a pessoa certa? Como descobrir se é, de fato, a pessoa ideal? Perguntas que todos fazem, mas ninguém responde. Por que? Porque a vida não segue um manual, ela é vivida na prática. Não estamos numa faculdade, onde decorando uma centena de teorias, ganhamos um diploma. Temos que ir pra chuva, pro sol, granizo, seja o que for, mas não podemos ficar parados.

Após as experiências vividas, deixamos o passado na memória e extraímos o aprendizado, para que possamos amadurecer. Curioso que mesmo após todo esse ciclo, nos vemos novamente atrás da pessoa ideal, coisa que fizemos lá no começo. Não tem jeito: isso é um ciclo, onde o fim, é quando o coração diz "é essa a pessoa" e aí todas as nossas perguntas, ganham resposta. Isso é o amor.Regue sem exagerar,
nunca deixe de molhar.
Viva se medo de sonhar,
sonhe sem medo de amar.
André Almeida

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Narak fragilizado

Tive um fim de semana ótimo: me diverti com meus amigos, passei o domingo sozinho, me senti dono da minha própria casa - cozinhando, cuidando das coisas. Meus dias têm sido maravilhosos, não posso reclamar de nada. Mas mesmo assim, sinto-me incompleto. Ando me questionando até onde sou uma boa pessoa, até onde sou capaz de fazer as pessoas ao meu redor felizes, até onde posso ir.

Quando fico dominado pelos sentimentos, me torno uma pessoa insegura. Na verdade, insegurança é algo que sempre anda ao meu lado, mesmo eu não demonstrando. Mas quando me deixo dominar por meu coração, é como se eu me livrasse do Narak e deixasse o André nu e cru, sem armadura, vulnerável para a vida.

O meu passado é algo duro, seco, insosso. Nele eu aprendi, da pior maneira, como podemos nos ferir. Graças a ele eu amadureci, mas ainda não me livrei dos traumas. Hoje, sinto medo de me entregar por completo, até eu ter a certeza, de que a pessoa gosta de mim pelo o que sou, e não pelo o que demonstro ser. Triste é não ter a certeza de que se eu me livrasse do Narak, o André iria agradar tanto quanto agrado atualmente. Pois no passado, ele sempre viveu sozinho e infeliz.

A única certeza que tenho hoje é saber que o André ganha, a cada dia, mais força e vontade de se livrar do Narak, mesmo sabendo que estaria vulnerável e deixando-se, por inteiro, nas mãos de outra pessoa. Mas meu coração diz que eu posso confiar e me entregar, de corpo e alma.
A armadura que eu criei,
me protegeu de muitos perigos.
Hoje, ela me ataca,
deixando meus sentimentos perdidos.
Quero livrar-me do Narak, mesmo podendo ser ferido.
Pois quero me entregar,
e viver intensamente, contigo.
André Almeida

domingo, 31 de agosto de 2008

Ficando para trás

É impressionante como nossos sentimentos são que nem a maré: mudam de um dia para o outro, variando da normalidade para um maremoto com grande facilidade. É assim que eu sou, e hoje, estou em um maremoto: meu coração está frágil, despedaçado.

É tão bom sonhar, viver no mundo da fantasia. Mas as vezes abrimos os olhos e enxergamos a realidade: nua e crua, estampada em nossas caras. Foi quando percebi realmente o que represento na vida de muitos, que até então, eu achava serem meus amigos. Antes disso, vamos decifrar a palavra amigo, segundo meu modo de pensar: são pessoas que estão presentes nos bons e maus momentos, que até dão a vida por você e nunca te abandonam, não importa o que acontecer. Pois bem, descobri que quem eu achava ser meu amigo, na verdade me usa como passatempo: e não falo de uma pessoa só não, falo de quatro, cinco, seis...

E hoje percebo o que sou para muitos: aquele menino que é capaz de fazer qualquer um rir, serve como um bom passatempo, mas depois, torna-se dispensável. Alguns podem se indignar ao lerem isso, mas é a verdade. E não sabem o quanto isso me entristece, pois eu daria a vida, por todas essas pessoas. Minha vida vale pouco? Não, eles que valem muito pra mim.
Não sei ao certo como viver,
mas sei como morrer.

Não sei o quanto fui amado,

mas tenho certeza do quanto amei.

André Almeida