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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Felicidade sem limites


A cada dia que passa, sinto uma felicidade inimaginável. O momento que estou vivendo, ao lado de uma pessoa tão especial, me faz sentir cada vez mais esse sentimento bom e tranquilo, que me domina. Gosto de estar com ele, quando não estou, ele ganha meus pensamentos e meu coração acelera de tal jeito, que chego a sentir uma leve dorzinha. Dia após dia, minuto após minuto, fica tudo mais intenso, mas incontrolável, mas irreal. Seria um sonho? Não, é a realidade. Uma realidade, que por mais que eu sonhasse, jamais pensaria que seria tão bom vivê-la.

Sinto-me bem o suficiente para passar semanas, e meses rindo e sorrindo, sem um motivo aparente, mas esse motivo tem nome e identidade. Inclusive, mesmo com meu rim dando sinais de vida nos últimos dias (o que sempre me enfraquece), nem isso é capaz de abalar minha felicidade, que está cada dia mais indescritível. Estou sendo repetitivo? É porque não encontro mais como descrever isso de tão bom que estou sentindo. Hoje só penso em uma coisa: nele. Quero viver essa história, assim como tem sido: intensamente. 

PS: Hoje fez um calor dos infernos.

Por maiores que fossem meus sonhos,
eu pensava sonhar uma história.
Hoje, vivendo essa história,
vejo que meus sonhos não passavam de capítulos.
André Almeida

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Quando a realidade é melhor do que os sonhos


Sabe quando você sonha com algo, mas quando isso se realiza, você não acredita? E o melhor de tudo, quando você descobre que é tudo realidade, e é bem melhor do que você sonhava! É assim que estou me sentindo: uma pessoa completa, onde não preciso abrir a boca pra falar ou manter os ouvidos atentos para ouvir - nossos olhares são capazes de nos dizer tudo, ou pelo menos o suficiente, para que já dê vontade de trocar beijos e carícias.

O melhor de tudo, é que a cada minuto convivido, essa sensação boa aumenta, acompanhada de uma enorme admiração, pelo ser maravilhoso que acabei de conhecer. Seria ele deste planeta? Sim, é. Só é diferente dos demais: seu olhar exala sinceridade, seus gestos são repletos de carinho, sua fala é extremamente compreensível e seus beijos são suficientemente fortes para me fazer sair de órbita. Preciso dizer mais? Não. Melhor não. Cada frase que escrevo sobre o assunto, sinto-me mais em "dívida" com uma possível definição próxima: como eu já disse, palavras não são suficientes para descrever o quanto estou feliz.

A insegurança e o medo às vezes surgem, é natural. Mas aí vem ele, segura minha mão, me dá um beijo, me olha no fundo dos olhos, como se estivesse vasculhando minha alma, e me faz ter a melhor das certezas: de que de que essa realidade, que mais parece um sonho, não tem data para acabar.

Com uma cutucada contra meu ombro,
não senti o impacto da força física.
Mas foi suficientemente certeira para me tirar de órbita,
e não querer mais voltar. 
André Almeida 

domingo, 5 de dezembro de 2010

Um feliz acaso



Sabe quando você programa algo a semana toda e na hora "H" algo ocorre e muda tudo? Foi assim que ocorreu com minha sexta-feira. Eu pretendia seguir para um local com meus amigos, mas quando ficamos sabendo que lá fecharia as 4 da manhã (teoricamente cedo para nossa disposição noturna), decidimos ir para o Cine. Tenho ido bastante lá, na realidade eu pretendia respirar outras ares, porém, é inegável que a bebida liberada e o fato de poder ficar até 7 da manhã (e não tão longe de casa) pesaram a favor dessa mudança, que diga-se de passagem, foi subitamente decidida por mim e meus amigos. 

No Cine eu tive uma noite, simplesmente espetacular. Por que? A bebida estava boa? Não só por isso. A música estava boa? Não só por isso. O que me fez ter uma noite tão boa? Uma pessoa. Uma única pessoa foi mais do que suficiente pra fazer eu me sentir estranhamente diferente.  O toque dos lábios, a troca de carícias, a respiração ofegante e ainda com direito a algumas gotas de chuva. Não era eu, eu não estava ali, estava em outro lugar, mais longínquo, mais alto, mais nebuloso. Seriam as nuvens? Talvez. Seria o infinito? Não, este estava dentro de mim. Um infinito de sensações que não sei descrever, mas que me dominaram e fizeram explodir uma alegria que permanece até agora. A sensação de "quero mais" continua. Uma noite não é o bastante. Uma única vez não foi o suficiente. Quero sentir novamente aquele ardor, aquela mistura de sensações, que por mais que eu busque palavras, nem juntando todos os dicionários de todos os idiomas existentes, eu encontraria termos para definir como foi bom.
E agora, o que fazer? Segunda-feira eu conto... :P

O seu toque me fez sair do lugar,
me fez sair do chão,
me fez ficar no ar.
André Almeida

sábado, 20 de novembro de 2010

Após a tempestade

Após a tempestade é hora de contabilizar os prejuízos. Feito isso, vamos a reconstrução. Chorar pelas perdas? Sim, talvez. Mas não viver disso. O tempo é amigo e adversário, pois quanto mais queremos que ele pare, mais rápido ele passa. Nossos sentimentos parecem se intensificar com o passar dos segundos, mas se modificam com o passar dos dias. A certeza de que há um buraco vazio dentro do peito, é substituída pela incerteza do que está prestes a vir para preenchê-lo. A vida é um campeonato, onde vencemos e perdemos, mas não somos rebaixados e nem campeões. Ele acaba sem resultados, apenas com penalizações e congratulações pelo o que fizemos ou deixamos de fazer. 
Viver é algo complexo, mas não pela vida em si, mas por que optamos em fazê-lo assim. Culpa nossa? Não. É da natureza humana. O simples é fácil, e o fácil é desinteressante. O complexo é o destino que nos leva a crer que teremos algo bom no final, mas quando o final não é bom, ficamos sem ação. As vezes agir é bom, e não agir é pior. Chorar por ter feito, é muito melhor do que por não ter feito. Errar é natural, persistir no erro chega a ser imoral. Olhe pra frente, e siga, não revire passados, nem reviva-os. Museu é bom uma vez por semestre, e em um domingo. Tirando isso, nada feito. O ato de viver é saber que podemos e queremos seguir adiante, mesmo estando em cacos, com a certeza de que um dia, seremos fortes o suficiente para não "quebrar" novamente.


A vida é curta,
para que não sabe vivê-la.
André Almeida

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Um post escrito com o sangue do coração

Sinto-me mergulhado num oceano de sentimentos intensos: perda, solidão, tristeza. Por mais forte que eu seja, é inevitável não cair. O peso está intenso: a dor está ardente. Quero gritar, não tenho voz. Quero chorar, não tenho lágrimas. Quero ser abraço, não sinto seus braços. Quero desaparecer, não sei a magia. Quero destruir, não tenho forças. Quero terminar, não sei começar. Quero morrer, não sei matar. Quero ser finito, não sei não ser infinito. 

Tanta coisa que eu quero, mas tão pouco eu posso agora. Tanta coisa que eu sinto, mas tão pouco espaço há. A intensidade me preocupa, a verdade me desespera. Estou morrendo, e tenho que ressurgir. É o que me resta. Esperar pelo amanhã, porque com o hoje não dá mais nada. Um recomeço. Uma nova era. Um novo capítulo de uma história, que parece não mudar, que não sei como e quando vai acabar, mas que quero escrever. Cadê o lápis, a caneta, a tinta? O que seja. Eu só posso continuar. Porque não sei parar. É seguir em frente, sem olhar pra trás: medo? Não, determinação. Vou crescer mais ainda, e tornar algo que ainda não sou. Mas sei que o que sou hoje, permanecerá, não mudarei: apenas acrescentarei. Não vou recomeçar do zero, mas sim de onde parei. E um dia, vou sim, olhar pra trás, e dar um sorriso: vivi. 

Minhas lágrimas são flechas,
que saem do meu coração despedaçado,
que busca apenas se defender,
de algo que nem ele mesmo sabe o que é.
André Almeida