A perda é algo natural da vida:
o que ganhamos, um dia temos que perder.
Mas quando ela ocorre,
por mais forte que sejamos,
o desmoronamento é só questão de tempo.
Hoje meu céu perdeu uma Estrela,
por milhões que existam,
aquela ali era especial e sempre fará falta.
Uma história terminou,
se transformando apenas em lembranças.
Por mais forte que eu seja,
descobri o quão fraco sou.
Mas pra que ser forte?
Quero chorar e lembrar dos bons momentos que passei junto com ela:
minha eterna Estrela, no meu céu você sempre irá brilhar!
sábado, 17 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Destino
A força dos meus pensamentos,
me faz tontear no caminho da vida.
As pernas tremem,
o coração se abala,
o corpo cansa.
Viver é a incansável tentativa
de encontrar uma explicação,
mesmo que simples,
do por quê existir.
A inexistência de respostas,
para justificar a existência do nosso ser,
nos torna seres perdidos ao vento,
jogados ao destino.
Destino este que é impiedoso,
incerto
e inquietante.
Isso é existir:
estar as cegas por não saber o destino,
esperando incansavelmente pelo amanhã.
André Almeida
domingo, 23 de outubro de 2011
Bússola sem rumo
Ultimamente eu tenho pensado qual o verdadeiro sentido de nossa existência: nascer, aprender e morrer? Mas e durante esse caminho, questões profissionais, amorosas... qual a dosagem e o percentual representativo que cada um possui durante nosso ciclo vital? O que nos move: amor, dinheiro, realização profissional?
Em meio a esse questionamento, volto aquela velha sensação: pra que eu existo? Por que essa sensação de que não estou completo? Tenho amigos, tenho emprego, busco o crescimento tanto no emprego quanto nos estudos, mas nunca é o suficiente. Me tornei um ser tão incoerente que a coerência presente em mim é o paradoxo de ideias e sensações. Penso uma coisa, sinto outra. O que seria mais forte em mim: a mente ou o coração? Tudo é questão de momento? Pode até ser, mas eu queria ser menos inconstante. Me inquietar, me desiludir de que a ilusão é apenas parte da vida. Sonho, mas com a pele machucada de outros sonhos que vivi e busquei viver. Pele? Estarei eu doido em pensar que um sonho é algo físico? Não, mas no meu caso tudo é tão intenso que não fica só na devastação sentimental, se estende para a parte física. Sou forte para a maioria dos que me conhecem, mas extremamente fraco para mim mesmo. Eu sei o que sinto, mas não sei como e com quem sentir. Sou uma bússola sem rumo, que além de não saber o sentido das direções, não sei o que localizar. Parei de procurar, mas não parei de viver. Me divirto loucamente como sempre, mas sempre com o receio de que em alguns desses momentos, eu me perca por algo surpreendente: seja positivo ou negativo.
Tudo o que escrevi, saiu completamente desorganizado e sem sequência de ideias, mas só assim para entenderem a confusão ambulante que eu sou.
Sou uma bússola sem direção,
sou apenas um humano dominado pelo coração.
André Almeida
segunda-feira, 13 de junho de 2011
Essência humana
A essência humana está na mente e no coração. Quem acha que os dois são opostos, engana-se. As atitudes que tomamos com a razão, muitas vezes são limitadas e modificadas pelo coração, e vice-versa. Os sentimentos fazem nossa visão se modificar: vemos um mundo diferente e mais colorido, e no entanto, ficamos "cegos" para outras coisas. Sentir intensamente, é sabe que a dúvida pode aparecer por diversos aspectos, mas a certeza de ter alguém conosco nos torna mais fortes e melhores. O amor é algo inexplicável, e que na busca incansável por uma explicação, quando a encontramos, é porque deixamos de amar. Injusto? Talvez. O coração é insensato por natureza, mole por definição e infinito por percepção.
Quero voltar a sentir a dor de gostar e saber que a dorzinha no peito, é algo bom que está nascendo e crescendo, e que se cultivado, vai fazer florescer algo intenso e inexplicável. Algo tão forte e grande, que nos torna maiores e mais intensos do que costumamos ser.
Sei o que quero, mas não sei com quem eu quero.
André Almeida
sábado, 23 de abril de 2011
O sacrifício
Que a vida é composta por sacrifícios, todo mundo já ouviu falar, certo? Mas quando nos deparamos com o momento de cumprí-los, parece que nunca estamos cem por cento preparados! Hoje foi assim: eu tinha definido a festa de hoje (Candy Party) como a noite para trazer as últimas respostas e confirmações sobre algo, que vinha me perturbando internamente, que eu suspeitava estar ocorrendo, e que de maneira nenhuma poderia deixar "cultivar" algo assim dentro de mim.
Não demorou muito e ao estar diante dele, cara a cara, percebi que algo estava fora do normal, comparado com as outras pessoas. Um nervosismo, um aperto no coração, uma saudade. E a prova de fogo chegou: vê-lo com outro. Não me despedacei nem me descabelei, achei algo natural e uma consequência, sendo que eu tinha certeza que iria presenciar isso. Então por que fiz questão de ver? Pra ter a certeza concreta de que eu precisava acordar de um sonho que não era sonhável, que estava mais pra coma do que pra descanso.
Falei com ele e decidi: o fim chegou. Não resta mais amizade, não resta mais contato, não resta mais nada! Não o conheci como meu amigo, e não conseguirei manter uma amizade em meio a isso tudo. E para me preservar, decidi tirá-lo da minha vida, para sempre. E após ter falado muito rapidamente com ele, e inclusive me perguntar depois como consegui falar e de onde tirei forças pra isso, sei que o vazio permanece, mas agora com a certeza que faltava: o novo vai chegar e o passado ficará apenas nas lembranças.
Meu passado quis virar presente,
meu presente proibiu meu passado de chegar ao futuro.
André Almeida
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