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domingo, 27 de maio de 2012

Segurança

Gosto de viver intensamente, sem muito me preocupar com o amanhã. Passei da fase de apenas viver de sonhos: hoje eu realizo. Gosto de sorrir e rir, dar gargalhadas e fazer quem estiver comigo, curtir este momento da mesma maneira que eu. 

A vida é mais que uma simples vibe, mas é menos do que a eternidade. Portanto, é longa quando não vivida, mas curta para quem vive. Pra que perder tempo chorando, resmungando ou reclamando? Faço mudar, nem tentar mais eu tento. Eu FAÇO! Passei da fase da insegurança, da incerteza e das tristezas. Hoje sou uma pessoa que sei bem quem eu realmente sou, o que eu realmente quero e que tipo de pessoa quero pra mim. Aprendi com tantos tombos que o que menos nos faz cair, não é a nossa força, mas sim a nossa segurança: pois quando somos seguros e deixamos isso transparecer (sem esnobar ninguém ou sermos convencidos, é claro), fazemos com que outras pessoas pensem antes de nos "derrubar" e muitas vezes, nem consigam ter a audácia de tentar. Mas se tentarem e conseguirem, melhor correr até eu levantar! (rs)

Eu sou assim: excêntrico, intenso e transparente. Não tenho sangue de barata, nem sou santo (e nem pretendo ser). Sou humano como todos, tenho minhas forças e minhas fraquezas, mas aprendi que de vez em quando, é bom deixarmos claro o quanto valemos e o que realmente queremos. Prazer se você ainda não me conhece, André Almeida (ou Narak Slater). ;)

O ontem eu vivi,o hoje eu vivo,o amanhã eu viverei;mas nunca deixarei de viver.André Almeida

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sem defesas

Ultimamente eu ando me sentindo estranho (o que não é novidade). Tenho sentido coisas ruins e uma sensação de metamorfose como jamais senti. Já mudei tanto, mas tanto, mas no fundo, fui sempre o mesmo. Tenho medo que agora a mudança seja tão brutal que nem mesmo o "meu eu" resista a ela.

O sentir está amplificando-se, o fugir também. O perder-se está se afastando. Cansei de me proteger, cansei de me defender, sem saber "de que" ou "de quem". Sou um oceano de ilusões que estão se unindo e sinto que me levarão a uma realidade a qual nunca presenciei, nem mesmo nos meus mais profundos sonhos. Se estou preparado ou não, eu não sei responder, mas pouco me importa. Sei que um tsunami está para chegar. Acionarei os alarmes? Desta vez, não. Vou apenas "ir para a beira do mar" e encará-la de frente, apenas com uma coisa: a mim mesmo. Creio que já seja o bastante para suportá-la. Se não for, serei um peixinho levado pelas águas em uma nova localidade, inundada e com novo visual.

A intensidade dos meus atos nesses últimos anos, é comparada a um maremoto: destrutível, mas sem uma direção definida. Desta vez, vou achá-la. E ao fazer isso, vou ver o caminho que me espera e o percorrerei, sem medo do que eu possa encontrar por ele. Por que? Não quero mais me defender, quero apenas viver.

Seja afogado,
seja uma ilha,
estarei onde tiver que estar,
sem medo de me machucar.
André Almeida

sábado, 17 de dezembro de 2011

A perda

A perda é algo natural da vida:
o que ganhamos, um dia temos que perder.
Mas quando ela ocorre,
por mais forte que sejamos,
o desmoronamento é só questão de tempo.
Hoje meu céu perdeu uma Estrela,
por milhões que existam, 
aquela ali era especial e sempre fará falta.
Uma história terminou,
se transformando apenas em lembranças.
Por mais forte que eu seja,
descobri o quão fraco sou.
Mas pra que ser forte?
Quero chorar e lembrar dos bons momentos que passei junto com ela:
minha eterna Estrela, no meu céu você sempre irá brilhar!

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Destino

A força dos meus pensamentos,
me faz tontear no caminho da vida.
As pernas tremem,
o coração se abala,
o corpo cansa.
Viver é a incansável tentativa
de encontrar uma explicação,
mesmo que simples,
do por quê existir.
A inexistência de respostas,
para justificar a existência do nosso ser,
nos torna seres perdidos ao vento,
jogados ao destino.
Destino este que é impiedoso,
incerto
e inquietante.
Isso é existir:
estar as cegas por não saber o destino,
esperando incansavelmente pelo amanhã.
André Almeida

domingo, 23 de outubro de 2011

Bússola sem rumo

Ultimamente eu tenho pensado qual o verdadeiro sentido de nossa existência: nascer, aprender e morrer? Mas e durante esse caminho, questões profissionais, amorosas... qual a dosagem e o percentual representativo que cada um possui durante nosso ciclo vital? O que nos move: amor, dinheiro, realização profissional? 

Em meio a esse questionamento, volto aquela velha sensação: pra que eu existo? Por que essa sensação de que não estou completo? Tenho amigos, tenho emprego, busco o crescimento tanto no emprego quanto nos estudos, mas nunca é o suficiente. Me tornei um ser tão incoerente que a coerência presente em mim é o paradoxo de ideias e sensações. Penso uma coisa, sinto outra. O que seria mais forte em mim: a mente ou o coração? Tudo é questão de momento? Pode até ser, mas eu queria ser menos inconstante. Me inquietar, me desiludir de que a ilusão é apenas parte da vida. Sonho, mas com a pele machucada de outros sonhos que vivi e busquei viver. Pele? Estarei eu doido em pensar que um sonho é algo físico? Não, mas no meu caso tudo é tão intenso que não fica só na devastação sentimental, se estende para a parte física. Sou forte para a maioria dos que me conhecem, mas extremamente fraco para mim mesmo. Eu sei o que sinto, mas não sei como e com quem sentir. Sou uma bússola sem rumo, que além de não saber o sentido das direções, não sei o que localizar. Parei de procurar, mas não parei de viver. Me divirto loucamente como sempre, mas sempre com o receio de que em alguns desses momentos, eu me perca por algo surpreendente: seja positivo ou negativo. 

Tudo o que escrevi, saiu completamente desorganizado e sem sequência de ideias, mas só assim para entenderem a confusão ambulante que eu sou.

Sou uma bússola sem direção,
sou apenas um humano dominado pelo coração.
André Almeida