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quinta-feira, 28 de junho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Mais do mesmo

Uma guerra é composta por inúmeras batalhas. Há um dado momento que aquela luta fica tão frequente, que o sofrimento, a dor, e os efeitos destrutivos acabam tornando-se comuns e perdendo a capacidade de chocar, pela banalidade que passam a representar. É mais ou menos assim que eu me sinto.

Quando acho que vou me surpreender, tudo me mostra que eu estava engando: estou apenas mais uma vez frente a frente com "mais do mesmo". E essa busca incansável pelo "novo" acaba perdendo cada vez mais força e sendo derrotada pelo conformismo. Conformismo esse que não quer dizer que eu tenha desistido, mas apenas volte a viver minha vidinha normalmente, no "meu canto" como se nada tivesse acontecido. 

O que aprendo a cada dia é que palavras são bonitas, mas ações valem mais do que mil palavras: e dependendo de quais atitudes sejam tomadas, elas podem ser muito mais fortes e destrutivas do que meia dúzia de palavras bonitas. Sigo em frente e vivo a minha vida: simples assim.

Palavras são levadas pelo vento,
ações são eternizadas pelo tempo.
André Almeida

quarta-feira, 13 de junho de 2012

A estranheza do inexplicável

A estranheza de sentir algo inexplicável é tão complicada quanto tentar explicar algo que não existe. Porém, com a diferença que se fosse a segunda opção, seria menos doloroso.

Sentimentos não se medem, pois foram feitos para serem sentidos. Cada um a sua maneira, é claro. Uns demonstram mais, outros menos. Mas sempre devem ser demonstrados, respeitando a dosagem ideal, claro.  Quando a sintonia é forte, a felicidade é plena. Um sorriso puxa o do outro e por aí tudo passa a ser consequência imediata do que foi feito antes.

Sentir é tão difícil quanto viver, mas por isso que é bom: o inexplicável, o inesperado e o incerto fazem com que tudo tenha a sua dose de dor e de alegrias, tornando quem sente, o mais humano possível. É vivendo intensamente que se sente o que mais temos de precioso: a vida.


Ser intenso,
ser denso,
ser tenso.
Mas sempre ser.

domingo, 27 de maio de 2012

Segurança

Gosto de viver intensamente, sem muito me preocupar com o amanhã. Passei da fase de apenas viver de sonhos: hoje eu realizo. Gosto de sorrir e rir, dar gargalhadas e fazer quem estiver comigo, curtir este momento da mesma maneira que eu. 

A vida é mais que uma simples vibe, mas é menos do que a eternidade. Portanto, é longa quando não vivida, mas curta para quem vive. Pra que perder tempo chorando, resmungando ou reclamando? Faço mudar, nem tentar mais eu tento. Eu FAÇO! Passei da fase da insegurança, da incerteza e das tristezas. Hoje sou uma pessoa que sei bem quem eu realmente sou, o que eu realmente quero e que tipo de pessoa quero pra mim. Aprendi com tantos tombos que o que menos nos faz cair, não é a nossa força, mas sim a nossa segurança: pois quando somos seguros e deixamos isso transparecer (sem esnobar ninguém ou sermos convencidos, é claro), fazemos com que outras pessoas pensem antes de nos "derrubar" e muitas vezes, nem consigam ter a audácia de tentar. Mas se tentarem e conseguirem, melhor correr até eu levantar! (rs)

Eu sou assim: excêntrico, intenso e transparente. Não tenho sangue de barata, nem sou santo (e nem pretendo ser). Sou humano como todos, tenho minhas forças e minhas fraquezas, mas aprendi que de vez em quando, é bom deixarmos claro o quanto valemos e o que realmente queremos. Prazer se você ainda não me conhece, André Almeida (ou Narak Slater). ;)

O ontem eu vivi,o hoje eu vivo,o amanhã eu viverei;mas nunca deixarei de viver.André Almeida

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Sem defesas

Ultimamente eu ando me sentindo estranho (o que não é novidade). Tenho sentido coisas ruins e uma sensação de metamorfose como jamais senti. Já mudei tanto, mas tanto, mas no fundo, fui sempre o mesmo. Tenho medo que agora a mudança seja tão brutal que nem mesmo o "meu eu" resista a ela.

O sentir está amplificando-se, o fugir também. O perder-se está se afastando. Cansei de me proteger, cansei de me defender, sem saber "de que" ou "de quem". Sou um oceano de ilusões que estão se unindo e sinto que me levarão a uma realidade a qual nunca presenciei, nem mesmo nos meus mais profundos sonhos. Se estou preparado ou não, eu não sei responder, mas pouco me importa. Sei que um tsunami está para chegar. Acionarei os alarmes? Desta vez, não. Vou apenas "ir para a beira do mar" e encará-la de frente, apenas com uma coisa: a mim mesmo. Creio que já seja o bastante para suportá-la. Se não for, serei um peixinho levado pelas águas em uma nova localidade, inundada e com novo visual.

A intensidade dos meus atos nesses últimos anos, é comparada a um maremoto: destrutível, mas sem uma direção definida. Desta vez, vou achá-la. E ao fazer isso, vou ver o caminho que me espera e o percorrerei, sem medo do que eu possa encontrar por ele. Por que? Não quero mais me defender, quero apenas viver.

Seja afogado,
seja uma ilha,
estarei onde tiver que estar,
sem medo de me machucar.
André Almeida