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domingo, 21 de março de 2010


Pois é, após mais algum tempo sem postar, estou eu aqui de novo. Nesse período, eu fiz aniversário, sofri alteração no local de trabalho, fui promovido e de "quebra", quase deixei de ficar solteiro! Acalmem-se amijas! Eu permaneço lindo, leve e soltíssimo!

Como vocês devem estar percebendo, estou escrevendo de maneira mais solta, mais pessoal, como se estivesse falando com meus amigos. Afinal de contas, quem vem até aqui ler o que escrevo, das duas uma: ou é fofoqueiro, ou realmente se importa comigo. E confesso que não estou com tanto sentimentalismo pra despejar aqui como antes. Estou num momento mais pra viver a vida. (sem nenhuma alusão ao lenga lenga da novela das oito, ok?)

Essa semana comecei no novo cargo, onde reencontrei algumas pessoas da antiga operação (poucas, pra dizer a verdade) e conheci outras novas. Estou gostando, principalmente do ambiente amistoso. Percebi que lá as pessoas são prestativas e gostam mesmo uma das outras. Claro que sempre há as maçãs podres né? E por acaso, já percebi quais são. Mas isso a gente releva e continua a vida... o que interessa é não mordê-las, não é mesmo?

Minhas novas paixões são as séries House, Gossip Girl e Heroes (sendo que a primeira me fez ver 6 episódios em um dia!). Na música é o incrível clipe Telephone de Lady gaga com a Beyoncé (o melhor da história). No cinema, acreditem se quiser, ainda não vi Avatar (estou me sentindo um ET). E agora vou ver Simplesmente Complicado com a diva Meryl Streep, Steven Martin e Alec Baldwin. Elenco pra ninguém botar defeito né? Se o enredo for tão bom quanto os atores, será um dos melhores do ano.

Isso é tudo por agora. Mas não fiquem tristes, nem sintam medo de eu desaparecer de novo. Isso está fora de cogitação. Narak Slater is back! Isso já é um fato consumado.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

De volta aos dois dígitos

Me lembro como se fosse ontem, quando estávamos na virada de 99 para 2000 e todo mundo se reunía na praia de Copacabana, esperando pelo tão falado fim do mundo. Aquele foi o maior Réveillon que já vi no Rio de Janeiro, com uma multidão incalculável. Curioso que a única certeza, era que se sobrevivéssemos, teríamos uma outra "praga": o bug do milênio.
Nenhum dos dois aconteceu, e dez anos depois, passei o Réveillon como sempre gosto de fazer: na praia de Copacabana. Dessa vez, não tinha nenhum boato sobre o fim do mundo, nem sobre nenhum problema que pudesse afetar nossas vidas. Mas para ser sincero, nunca liguei para essas coisas. Afinal de contas, se tivesse morrido na virada de 99/00, teria morrido com meus pais, ou seja, feliz da vida. Nessa agora, teria morrido com as duas pessoas mais importantes da minha vida, fora eles: Léo e Nina.

A festa foi magnífica, foi uma noite alegre, descontraída, mas que passou feito um carro de F1. Quando notei, já estava no dia 06 de janeiro. E desde então, venho fazendo retrospectivas do ano que passou e sinto saudades de algumas coisas, como o pessoal da sala 7, do treinamento do meu trabalho: momentos inesquecíveis foram aqueles, de bagunça, descontração e muita zoação. Alguns clientes que me marcaram, como uma senhora que me agradeceu aos prantos por oferecer uma promoção que lhe dava direito a longa distãncia, e o que possibilitou ela de falar com sua filha que mora em outro estado, durante todas as manhãs, o que era muito importante para ela, já que sofria de AIDS.

Foram pessoas que passaram e algumas ainda estão na minha vida, mas que sinto, que a maior parte delas, está de dispersando pelo mundo, seja saindo da empresa ou subindo nela, mas que certamente, sentirei saudades. Momentos de alegria são para ser lembrados para sempre. Momentos de amizade, serão vividos para sempre. Disso tenho certeza quanto a essas pessoas. E quanto a 2010... bom, prefiro não comentar (by Copélia). ;)
Do nove nove,
fui para o um zero.
Neste ano tenho desejos,
e você é o que mais quero.
André Almeida

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Quando o coração cria asas

Ao me deitar na cama, sinto minha mente perdendo as rédeas de minha razão e meu coração criando asas, prestes a soltar-se da prisão que o submeti. As imagens surgem como se fossem sonhos, ou seriam premonições? Se forem apenas ficção, terá sido o filme mais lindo que vi na vida. Se forem premonições, serei a pessoa mais feliz do mundo.

Gostaria de dar passos rumo a torná-los realidade, mas descobri que desaprendi a andar no caminho da paixão. Minhas pernas se negam a seguir em frente, mas minha mente não para de enviar ordens para que elas a obedeçam. Sinto medo, muito medo. Não quero seguir no que pode ser o poço ou o pote de ouro. Escolhas já as fiz, e foram todas para minha vida profissional. Por que então isso agora começa a surgir, de maneira como se tentasse me amolecer? Teria eu me tornado uma gelatina congelada, ou um cimento amolecido? As lembranças surgem como se meu passado, que uso como aprendizado, fosse apenas algo escrito, contado de maneira errada e não seja o diploma correto para que eu me forme nos desafios da vida. Minhas lágrimas surgem noite após noite, meu olhar perde-se dentro de minha mente perturbada, meu peito começa a doer, meu coração acelera demais, quando na realidade, deveria estar diminuindo seu ritmo para que eu pudesse descansar de mais um dia intenso. É nessas horas, sobre meu travesseiro, que descubro que a maior intensidade da realidade da minha vida, está em meus sonhos.

Acordado ou não,
vejo você a noite,
invadindo meus sonhos,
ganhando meu coração.
André Almeida

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sob o luar amarelo da noite fria de primavera

No último sábado, fui a um luau na praia de Ipanema, onde fiquei bastante entediado e um pouco "perdido" pelo pessoal novo do orkontro. Não é mais a mesma coisa como era antigamente, onde todos eram muito unidos e ficavam sempre "no mesmo barco": "tá sem bebida? bora comprar pra você!" Notei que ali não ocorria isso e por isso, fiquei apenas junto dos meus verdadeiros amigos que ali estavam: Anderson e Lanito.

Os momentos altos da noite foi um lanche que fizemos na pizzaria Domino's, as várias compras feitas no mercado Zona Sul e o belíssimo luar que nos recebeu quando chegamos na praia de Ipanema: a lua estava incrivelmente amarela e banhava aquela praia linda com sua pouca luz. Poucas vezes a tinha visto tão interessante.

Aquela beleza me fez pensar várias vezes, enquanto permanecia deitado na minha canga, nos momentos felizes que tive na vida e no quanto eu ainda posso ser feliz. Os amigos eu já os tenho e eles me completam, mas a pessoa que falta, ainda não encontrei. Sei que uma hora será sempre duas pessoas vivendo para si e nesses momentos, quem não tem ainda um companheiro, sobra. Eu não tenho medo e nem ligo pra essas coisas, mas confesso que um luar daqueles acompanhado de quem amamos, seria muito mais belo e mágico. Quem sabe um dia, eu tenha novamente essa oportunidade? Tenho quase certeza que terei.

Sob a lua amarela,

me banhei com o luar.

Parecia uma aquarela,

que tinha acabado de pintar.

André Almeida

sexta-feira, 24 de abril de 2009

50 dias

Incrível como as coisas mudam né: 50 dias sem postar e nesse tempo pra cá, consegui um emprego novo, vários amigos novos e descobri um novo continente do mundo chamado Narak Slater.
Pois é, a cada dia que passa, sinto que ao invés de ser o capitão do meu barco, sou na verdade, um marinheiro perdido em um oceano. E quem seria esse oceano? Eu mesmo. A primeira pessoa, no meu caso, pode ser usada como segunda ou terceira, no singular ou no plural: não importa o que eu diga a meu respeito, a cada dia que passa, meu auto-conhecimento aumenta e é aí que vejo o quanto falta pra eu me conhecer por completo; se é que isso é possível.
Nessa nova vida, não sinto falta alguma dos tempos que eu passava o dia todo online ou em casa, pensando na vida, imaginando coisas, sonhando acordado. Hoje, eu vivo a vida e aprendi que se eu quero algum dia realizar meus sonhos, não será sentado que conseguirei. Cansar? Nem um pouco. Meu emocional está muito bem, por isso que a fadiga passa longe de mim: quando estamos com pessoas que gostamos, nada é páreo com elas. 
Nesses 50 dias sem postar, apenas uma coisa se manteve igual: minha parte sentimental. Mas é aquele tal negócio, sonhar eu sonho, pois não tenho medo e nem pago imposto para tal; mas após muitos sonhos que tentei realizar pagando qualquer preço, percebi que é muito mais saudável e gostoso, sonhar vivendo, do que sonhar parado. O dia que tiver que acontecer, acontecerá. Até lá é viver a vida.
Nosso potencial está em nosso cérebro,
nossa mente é pura razão,
nossa razão é o nosso ser,
nosso ser é coração.
André Almeida